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Ações do BPI excluídas do PSI20

Luís Barra

As ações do BPI vão deixar de estar cotadas no PSI20, o principal índice da bolsa de Lisboa, anunciou esta quarta-feira a gestora da bolsa de Lisboa.

"A Euronext comunica que, na sequência dos resultados alcançados na Oferta Pública de Aquisição do CaixaBank sobre o BPI, e face à informação disponível à data, foi decidida a exclusão das ações do Banco BPI do índice PSI 20", anunciou.

As ações do BPI deixarão de estar cotadas no principal índice já esta sexta-feira, pelo que esta quinta-feira é o último dia no PSI20.

Na sequência de OPA lançada já em 2016 pelo CaixaBank, esta quarta-feira foi conhecido que o grupo financeiro catalão passou a deter 84,5% dos direitos de voto do banco BPI, num investimento total de 644,5 milhões de euros.

De fora ficou cerca de 15% do capital, cujos acionistas não aceitaram a proposta do grupo bancário espanhol por 1,134 euros por ação.

Esta percentagem inclui já a seguradora Allianz, que manteve uma posição (detinha cerca de 8%) tendo em conta o acordo que tem com o BPI para a colocação dos seus produtos.

Com a grande maioria do capital social do BPI controlado pelo grupo espanhol, há agora o risco de os acionistas que não venderam capital na OPA, nomeadamente os pequenos investidores, assistirem a uma desvalorização dos seus títulos em bolsa, uma vez que a dispersão do capital do banco em mercado fica reduzida e os títulos ficam com pouca liquidez, diminuindo o seu valor.

O líder do Caixabank, Gonzalo Cortázar, disse esta quarta-feira que tem a "intenção de manter o banco cotado" em bolsa, pelo menos para já.

"A médio e longo prazo se a liquidez for um problema temos que ver como resolver", afirmou em conferência de imprensa.

As ações do BPI fecharam esta quarta-feira a cair 6,58% na bolsa de Lisboa para 1,05 euros, ou seja, já abaixo do preço oferecido na OPA.