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Redução do défice: OCDE fala em “feito grandioso” mas pede mais reformas

JOÃO RELVAS / Lusa

Angel Gurria, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, destaca melhoria nas contas públicas em 2016 e dinamismo das exportações, mas quer que o ímpeto reformista continue. Investimento, qualificações e banca são algumas das áreas prioritárias

O secretário-geral da OCDE Angel Gurria diz que Portugal teve bons resultados nas contas externas e na redução do défice orçamental. mas pede novas reformas.

Na apresentação do Economic Survey sobre Portugal, esta manhã em Lisboa, Angel Gurria começou por destacar o "sólido progresso na dinamização das exportações, que totalizam mais de 40% do PIB". Um salto de superior a 10 pontos percentuais no espaço de uma década.

Sobre as contas do Estado, sublinhou que "o panorama das finanças públicas é animador com o défice, pela primeira vez, significativamente abaixo dos 3%". E lembrou que "o saldo primário está com excedente", o que é, na sua opinião, "um feito grandioso e em relação ao qual temos que mostrar reconhecimento".

Claro que nem tudo são elogios e a OCDE, sempre preocupada com as reformas estruturais, volta a insistir neste ponto. " O ímpeto reformista tem que continuar e há muitos problemas para resolver e trabalhos de casa para fazer", acrescentou Gurria.

Problemas como endividamento público e privado, o malparado da banca, o fraco investimento ou as qualificações dos trabalhadores são alguns dos pontos destacados pelo relatório das OCDE.

"São necessárias novas reformas para reforçar o crescimento e a produtividade", insistiu o responsável da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.