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Inflação a 3% colocava dívida nos 60% dez anos mais cedo

O baixo ritmo de subida dos preços não ajuda a baixar o endividamento. Maior inflação encolhia dívida real e traria ganhos para as receitas do Estado

Ter uma maior taxa de inflação na zona euro poderia ser uma ajuda para os Estados, empresas e famílias mais endividados. No caso da dívida pública nacional, que está em redor de 130% do Produto Interno Bruto (PIB) — o Orçamento de 2017 apontava para 129,7% no final do ano passado, embora os números finais ainda não tenham sido divulgados —, poderia ser uma ajuda significativa. De acordo com as simulações do Expresso, com base na atual taxa de juro implícita da dívida (3,2%) e nas estimativas do Orçamento para o crescimento nominal do PIB (3%) e saldo orçamental primário (2,8% do PIB) este ano, a dívida só regressa a 60% do PIB em 2043. Com uma inflação de 2%, em vez dos 1,5% previstos e admitindo tudo o resto inalterado, ganhavam-se quatro anos e com 3% o ganho era de praticamente uma década.

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