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Dança de cadeiras polémica no Banco de Portugal

Carlos Albuquerque veio do BCP para o BdP e agora vai para a Caixa. Luís Costa Ferreira regressa ao supervisor vindo da PwC

Pingue-pongue entre o supervisor, a banca e as auditoras. Aparentemente não há impedimento, mas a saída de Carlos Albuquerque da direção de supervisão do Banco de Portugal (BdP) para a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) causou desconforto no Banco Central Europeu (BCE). E levou mesmo o diretor do banco central a escrever uma carta para Frankfurt a perguntar quanto tempo duraria o período de nojo. Admite-se que o BCE determine uma paragem de, pelo menos, meio ano. É um tema sensível. No meio financeiro a crítica é forte, uma vez que um diretor da área de supervisão prudencial do BdP sabe em pormenor o que se passa dentro de cada instituição e da concorrência. Andou inclusive a avaliar a idoneidade de alguns que serão agora seus pares e vai ocupar um cargo executivo na Caixa. Terá sido convidado por Paulo Macedo em dezembro. O argumento é a necessidade de dar mais atenção à supervisão.

Antes de entrar no BdP para a direção de supervisão, Carlos Albuquerque trabalhava no BCP, onde era diretor com a área de compras, e se ocupou da redução de custos. É amigo de Paulo Macedo, com quem trabalhou no banco fundado por Jorge Jardim Gonçalves. Cruzou-se também no BCP com José João Guilherme, um dos novos administradores-executivos do banco público, que passou pelo Novo Banco. Albuquerque esteve na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) entre 1990 e 1995.

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