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Zonas nobres de Lisboa vão sofrer alterações imobiliárias

Oito imóveis de domínio público vão passar para uso privado. Entre eles está o Cinema Olympia, a sede da EPAL e três quartéis de bombeiros

Nuno Botelho

A autarquia vai transformar estacionamento em espaços escolares e libertar equipamentos para uso privado

São as duas zonas mais disputadas de Lisboa no mercado imobiliário e estão neste momento em discussão pública através dos planos de urbanização da autarquia que vão ser alterados. Um acontecimento, tendo em conta que o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade (PUALZE) não era mexido há oito anos e o do Parque das Nações (o Plano Pormenor 3 — PP3) há cerca de 18 anos, como destaca, em comunicado, o Departamento de Urbanismo da consultora Worx.

Em cima da mesa estão alterações muito cirúrgicas em cada uma das zonas. Mas mesmo assim, diz a Worx, os promotores e proprietários devem fazer valer as suas propostas e críticas para um debate futuro, tendo em conta a importância estratégica destas áreas nobres da capital.
Para já, na Avenida da Liberdade (e envolvente), trata-se de alterar o uso de oito imóveis muito disputados no mercado, classificados até hoje como equipamentos e usados para domínio público e convertê-los em uso privado, para que possam estar disponíveis para projetos particulares. Dos oito imóveis fazem parte a antiga sede dos CTT, vendida no final do ano passado por €25 milhões, ou o palacete da Rua do Salitre onde esteve sediada a Fundação Oriente e já vendido por €11 milhões. Entre os restantes imóveis, alguns ainda disponíveis no mercado, estão por exemplo o Cinema Olympia, entaipado há anos (frente ao também decadente Odéon, na Rua dos Condes), a sede da EPAL, ali bem perto, e vários edifícios associados a corporações de bombeiros (no Largo do Regedor, na Rua Camilo Castelo Branco e na Praça da Alegria).

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