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Como o BES Miami escondeu 23 clientes

Donos venezuelanos do banco tiveram de pagar coima de 1 milhão de dólares devido a ocultação de identidades

As autoridades de regulação financeira dos Estados Unidos concluíram que durante 10 anos, entre 2003 e 2013, o banco que o BES tinha na Florida, conhecido como BES Miami, escondeu deliberadamente a identidade de 23 clientes não americanos que eram, na realidade, clientes do BES Panamá mas aplicaram mais de 23 milhões de dólares (€21,4 milhões) em títulos no mercado financeiro americano. A ocultação dos verdadeiros beneficiários desse dinheiro foi considerada uma violação grave da lei americana de prevenção de branqueamento de capitais e levou a que a Securities and Exchange Commission (SEC) tenha aplicado mais de um milhão de dólares (€930 mil) em coimas aos atuais donos do BES Miami e a uma ex-funcionária do banco.

O BES Miami, que se chamava formalmente Espírito Santo Bank, foi vendido em abril de 2015 pelo BES em Portugal por 10 milhões de dólares (9 milhões de dólares, à época) à família de banqueiros venezuelanos Benacerraf, tendo em julho desse ano mudado de nome para Brickell Bank. Os 23 clientes não americanos cuja identidade foi ocultada eram na realidade geridos por uma empresa subsidiária do BES Miami, a E.S. Financial Services Inc., especializada em serviços de corretagem, isto é, de gestão de aplicações financeiras. Com a venda do banco aos venezuelanos, a E.S. Financial Services passou a chamar-se Brickell Global Markets.

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