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Bava sacode culpa dos investimentos da PT no GES

Zeinal Bava foi durante anos conhecido como um presidente que concentrava o poder e controlava tudo

Tiago Miranda

Gestor diz, no processo movido pela Pharol, que só foi responsável pelas contas de 2010 a 2012 e aponta o dedo à Comissão de Auditoria

Depois de um longo silêncio, Zeinal Bava veio agora defender-se das acusações da Pharol, antiga PT SGSP, que avançou em janeiro de 2016 com um processo contra o antigo presidente da Portugal Telecom (PT), apontando-o como um dos responsáveis pelo financiamento irregular de empresas do Grupo Espírito Santo (GES) e de ter ocultado essa informação através de um sistema de controlo interno que não o permitia detetar. A acusação atribui-lhe “a direção, coordenação e superintendência” de investimentos ilícitos que, ao longo de anos, a partir de 2010, foram feitos em sociedades do GES, então o maior acionista da PT. Bava nega tudo.

A defesa do gestor, a que o Expresso teve acesso, arrasa a acusação, apelidando-a de “confusa” e “desprovida de expressão jurídica”. E alega que Zeinal Bava nunca violou qualquer política interna da PT ou os estatutos enquanto presidente-executivo (CEO), nem criou, coordenou ou superintendeu o sistema de controlo interno da PT. Bava só reconhece, aliás, responsabilidade pela gestão da PT até 4 de junho de 2013, data em que deixou a presidência executiva da operadora, para se assumir como presidente da brasileira Oi. Quando deixou a liderança executiva da PT SGPS estavam aplicados €750 milhões em instrumentos de curto prazo do GES. Nos primeiros meses de 2014, o investimento sobe para €897 milhões e é dirigido para a Rioforte, empresa que acaba por falir, sem reembolsar a PT.

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