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Banca de investimento perdeu negócio

Em 2016, o ambiente está ao nível do vivido em 2011, aquando do resgate do país

O mercado português registou, em 2016, uma quebra geral no volume de operações de banca de investimento. Segundo dados da consultora Dealogic, os negócios de fusões e aquisições e financiamento de empresas, através da emissão de ações ou dívida, sofreu quebras nesse ano. Em alguns casos, registou os valores mais baixos desde o ano da crise de dívida, em 2011, quando o país pediu ajuda financeira externa.

De acordo com a consultora norte-americana, o volume de fusões e aquisições desceu 40% para €3468 milhões em 2016 face ao ano anterior. A emissão de dívida caiu 7% para €14.872 milhões. Já o financiamento através da emissão de ações desceu 7% para €634 milhões, o mínimo desde 2011. Isto num ano em que, tal como em 2015, não se registaram estreias em Bolsa (ofertas públicas iniciais) de relevo.

Apesar da conjuntura difícil vivida no mercado de capitais português, as receitas com comissões da banca de investimento com este tipo de operações aumentaram 12% para €97 milhões, mas é o segundo valor mais baixo desde o ano do resgate do país.

Haitong líder

No ranking de banca de investimento no mercado português em 2016, a Haitong Securities liderou, com uma quota de 12% das receitas. Destronou assim o Caixa Banco de Investimento que em 2015 tinha ficado na primeira posição, e ficou na segunda posição em 2016, seguido do JP Morgan. Nas operações de financiamento sindicado, o líder foi o BNP Paribas seguido do Crédit Agricole, ambos com uma quota respetiva de 14,9% e 14,4%, e em terceiro ficou o ING com uma quota superior a 10%.

Nas fusões e aquisições, o ranking é liderado pelo Haitong, com uma quota de 24,4% das receitas, seguido pelo Citi e pelo Crédit Suisse.

O Caixa BI lidera o ranking nas operações de emissão de obrigações, seguido pelo JP Morgan e pelo Société Generale.

Em termos de negócios, a maior operação de financiamento com a compra da Logoplaste pelo grupo Carlyle (€570 milhões) em março. A maior emissão de obrigações foi realizada pela República, com a colocação sindicada de €4000 milhões em janeiro de 2016. Já a maior operação de fusão e aquisição anunciada, no valor de €924 milhões, coube ao CaixaBank, pela compra do BPI. A maior colocação em Bolsa de ações, foi a venda de 5% da Galp pelo grupo Amorim, em setembro.