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Paulo Macedo: “Há coisas que teriam de ser feitas de qualquer forma”

Tiago Miranda

O presidente da Caixa Geral de Depósitos diz que além de fazer cumprir o plano de recapitalização é preciso “melhorar a análise de risco e criar uma melhor e mais racional estrutura para servir melhor os clientes

Paulo Macedo começou a visitar agências da Caixa no segundo dia após ter tomado posse como presidente da Caixa. Escolheu a agências das Amoreiras, em Lisboa, e após conversar com clientes e os trabalhadores do balcão, respondeu a perguntas dos jornalista que convocou.

Paulo Macedo reafirmou que a "Caixa tem várias tarefas para realizar, desde logo a recapitalização o que lhe vai permitir ficar mais sustentável e mais sólida. Há claramente que cumprir aqulio que com que nos comprometemos junto da Direção Geral da Concorrência". E também "de cumprir com o plano, que é um plano robusto".

Sublinhou, contudo, que "há coisas que teriam de ser feitas de qualquer forma, como melhorar a análise de risco e criar uma melhor e mais racional infraestrutura para servir melhor os clientes".

Quanto á reestruturação e à saída de mais de 2000 trabalhadores, e às necessidades de capital, Macedo apenas disse que "essa parte está no plano. Vamos cumprir com os objectivos. Iremos a analisar e veremos quais os aspectos a complementar ao plano. Mas há um compromisso estabelecido do Estado português e não faz sentido alterá-lo. O conselho de administração entrou em funções há dois dias". E prosseguiu dizendo que o maior compromisso da Caixa é para com os seus depositantes. A Caixa tem um papel decisivo naquilo que é a atividade das empresas e queremos estar no mercado junto das PME e empresas exportadores e nos diferentes segmentos. E queremos continuar a ser os melhores no crédito à habitação".

Quanto à eventual integração dos dois administradores de António Domingues que foram destituídos, Paulo Macedo adianta pouco: "os senhores administradores cessaram as suas funções há dois dias e o seu relacionamento com o banco passa pelo acionista (Estado). É claro que quem tem competências para tratar deste assunto é o conselho de remunerações". E acrescenta que a atual administração da Caixa admite a possibilidade de aqueles ex-administradores poderem por os seus comnhecimentos ao serviço do banco noutras áreas, mas isso "é uma proposta que nada tem a ver com a questão de remunerações e que as pessoas podem aceitar ou não". Paulo Macedo refere-se a Pedro Leitão e a Tiago Cavarra Marques.

Já quanto a Carlos Albuquerque, que já anunciou ter pedido para sair do departamento de supervisão prudencial do Banco de Portugal, Paulo Macedo confirma o convite e diz que a sua entrada para a administração da Caixa terá de ser "sujeita a todos os procedimentos de aprovações", pelo Banco Central Europeu.