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Fitch mantém dívida portuguesa em “alto risco”

O rating da dívida portuguesa continua em BB+ mantendo-se numa perspetiva “estável”, o que significa que não deverá subir em breve

A agência Fitch anunciou esta sexta-feira a manutenção do rating da dívida portuguesa em BB+ (“alto risco”), com uma perspetiva “estável”, o que significa que não deverá subir em breve.

O comunicado realça “a recuperação da economia no segundo semestre de 2016, ajudada pelo aumento das exportações e pela renovada confiança dos consumidores ligada à subida do emprego”. As estimativas da agência relativamente ao crescimento anual em 2016 situam-se nos 1,3%, “bastante abaixo dos 1,8% que começaram por serem previstos nos Orçamento do Estado”.

A Fitch considera que o défice orçamental português deverá voltar a subir em 2017, para “perto de 3%” do PIB, com o impato da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos a contribuir para tal..

Embora considere que a nível macroeconómico os “riscos ficaram mais moderados”, o comunicado refere ainda que Portugal “continua vulnerável aos desenvolvimentos externos”, nomeadamente às presentes “ameaças protecionistas no mundo” e aos resultados das eleições que vão ter lugar este ano na França, Holanda e Alemanha.

A avaliação da Fitch já fora divulgada antecipadamente esta sexta-feira à tarde pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa o que causou alguma polémica.

O Presidente da República desvalorizou entretanto a questão considerando que se limitou a falar de algo que os “operadores” já conheciam.

“Os operadores já sabiam desde ontem [quinta-feira], desde ontem que se sabia exatamente que não havia novidade. Limitei-me a falar desse não haver novidade, que para Portugal é uma boa novidade”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo acrescentou ainda ter a “expectativa” de que da parte de outras agências de rating "não haja um piorar do juízo em relação a Portugal e haja um compasso de espera, aguardando a posição das instituições europeias" sobre o país.