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“Temos muita confiança no BPI e na sua gestão”, diz presidente do CaixaBank

Albert Gea / Reuters

O CaixaBank prevê conseguir sinergias de 120 milhões de euros em dois anos com a OPA do BPI, operação que espera concluir com êxito dentro de uma semana

"Temos muita confiança no BPI e na sua administração, e acreditamos na sua capacidade de criar valor", afirma Gonzalo Gortazar, presidente executivo do CaixaBank, maior acionista do banco liderado por Fernando Ulrich, com uma participação superior a 45%. Uma confiança que diz se afirmou "depois de uma presença de mais de 20 anos" e perante uma administração que conseguiu criar valor " num contexto muito difícil para o sector e para o país (Portugal)", defendeu Gortázar.

A oferta pública pública (OPA) sobre o BPI será concluída com sucesso na próxima semana, afirmou Gonzalo Gortázar. Antes o presidente do Conselho de Administração já tinha dito que apesar do investimento em Portugal o rácio de solvabilidade vai aumentar de 11% para 12%, como o previsto. Com a OPA serão conseguidas sinergias de 120 milhões de euros em dois anos, adiantou Gortázar, na conferência de imprensa de apresentação de resultados.

"Somos o maior banco ibérico, o que é uma responsabilidade e um desafio. Esperamos que a OPA seja concluída com êxito na próxima semana", frisou o gestor. O Caixabank tem mais de 45% do BPI, e o sucesso da OPA depende da compra de pelo menos 51% do capital.

Às perguntas dos jornalistas portugueses sobre o BPI, Gonzalo Gortázar mostrou-se parco em palavras, alegando que "infelizmente" não podia fugir muito ao que está já dito no prospeto da OPA. "É uma operação em que estamos muito envolvidos e confiantes. Não sabemos porém qual vai ser a aceitação da oferta. Mas temos 45% do capital do BPI e o sucesso está dependente da compra de apenas mais de 50%", afirmou.

Gortázar sublinhou ainda que não era "oportuno fazer qualquer declaração" sobre a manutenção da gestão do BPI, liderada por Fernando Ulrich, ou sobre um eventual interesse na compra do Novo Banco. Até à conclusão da OPA o silêncio é palavra de ordem sobre o futuro. O Caixabank oferece 1,134 euros por ação.

[Texto acrescentado com dois últimos parágrafos às 10h07]