Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Período de subscrição de direitos do aumento de capital do BCP termina hoje

Fosun já admitiu que poderia ficar com 30% do BCP, tornando-se assim o maior acionista

Nuno Fox

No âmbito da operação de aumento de capital do BCP de 1,33 mil milhões de euros, o perído de subscrição de direitos está prestes a terminar e as novas ações vão começar a ser transacionadas a partir de 9 de fevereiro

O período de subscrição de direitos da operação de aumento de capital do Millennium BCP termina esta quinta-feira, sendo que a divulgação dos resultados desta oferta está programa para amanhã, sexta-feira. A operação de aumento de capital do BCP de 1,33 mil milhões de euros, que visa o reembolso total da ajuda estatal de 700 milhões de euros e o reforço dos rácios de capital do banco, arrancou a 19 de janeiro e estende-se até esta quinta-feira.

A transação de direitos decorreu até 30 de janeiro e, desde então, decorre o período para exercer os direitos subscritos. O início da transação das novas ações está agendado para 09 de fevereiro.

Após a conclusão com sucesso desta oferta e o reembolso integral dos 'CoCos' (dívida que pode ser transformada em ações em determinadas circunstâncias), o banco estima que o rácio de solvabilidade 'common equity tier 1' (CET1) situar-se-á nos 11,4% (em referência a 30 de setembro de 2016).

Já é conhecido que o acionista chinês Fosun quer aproveitar para ficar com 30% do BCP, face aos 16,7% que detém desde final de 2016, sendo que a angolana Sonangol tem também autorização para aumentar a sua participação no capital do banco para aproximadamente 30%, mas não se sabe se vai exercer essa opção.

Na apresentação aos investidores do aumento de capital, o BCP perspetiva que voltará a distribuir dividendos aos acionistas em 2019, referindo que quer distribuir 40% dos resultados que obterá em 2018.

As agências de ‘rating' consideram que a operação é "positiva" para o banco liderado por Nuno Amado, apesar de destacarem os elevados ativos problemáticos que o banco ainda tem no balanço, sobretudo, o crédito malparado.