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No Ano do Galo, cortiça tenta seduzir chineses com... galos de Barcelos

A indústria portuguesa de cortiça está a dar rolhas com o galo de Barcelos aos chineses

D.R.

Na escolha pesou o facto da China já ser o 9.º produtor mundial de vinho. A campanha de promoção não esquece que o país entrou no Ano do Galo e imprimiu galos de Barcelos em rolhas para oferecer em Pequim

O Intercork III, o novo programa de promoção internacional da cortiça, arrancou na China. Na escolha da APCOR - Associação Portuguesa da Cortiça para iniciar este investimento, no valor de 600 mil euros, pesou o facto deste país ser o quinto consumidor de vinho do mundo e o quarto maior importador de vinhos engarrafados, com compras anuais no valor de dois mil milhões de euros.

Na definição do primeiro alvo desta campanha, a APCOR considerou, também, outros dados da Organização Mundial da Vinha e do Vinho (OIV), que colocam a China como o segundo país com maior área de vinho do mundo (830 mil hectares) e o nono produtor mundial (11,1 milhões de hectolítros).

"A China funciona como um mercado influenciador e, neste sentido, queremos que conheçam as nossas propriedades e vantagens. O mercado australiano, por exemplo, tem voltado as atenções para a cortiça por influência clara dos seus clientes chineses pelas nossas rolhas, visto que segundo o CRT Market Research 84% dos consumidores do país preferem comprar vinhos vedantes com cortiça", justifica João Rui Ferreira, presidente da APCOR.

A campanha, assente na divulgação das virtudes das rolhas, arrancou cum um stand no Walmart, a maior cadeia de supermercados do mundo, em Pequim, por onde passaram em dois dias mais de 600 pessoas presenteadas com rolhas de cortiça com um galo de Barcelos impresso, a aproveitar o facto do país ter entrado no ano do galo.

A promoção na China começou logo no Intercork I e já absorveu 730 mil euros. Agora, soma-se a este valor mais 600 mil euros, porque "além do mercado do vinho, a China e todo o mercado do suedoeste asiático e médio-oriente são as regiões do mundo onde as economias mais crescem e a cortiça, quer na construção quer noutras aplicações, tem um enorme potencial", explica o presidente da APCOR.

O InterCork III tem um orçamento de 7,8 milhões de euros para promover a cortiça em 10 mercados, juntando à China os Estados Unidos, Brasil, Espanha, suénica, França, Alemanha. Itália, Reino Unido e Dinamarca, sempre com campanhas segmentadas para cada público alvo.