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Diretor de Supervisão do Prudencial deixa o Banco de Portugal e entra em período de nojo

Carlos Albuquerque desempenhará funções em regime de destacamento num projeto de solidariedade social ligado ao sobre-endividamento. O seu substituto é Filipe Costa Ferreira

Carlos Albuquerque deixou as funções de diretor do departamento de supervisão prudencial do Banco de Portugal (BdP) para exercer novamente funções no sector financeiro. O seu substituto é Luís Costa Ferreira, que já desempenhou no passado as mesmas funções.

Carlos Albuquerque, que chegou ao BdP em 2014, vindo do BCP, passará, agora, por um período de nojo por tempo não especificado antes de voltar à banca. Nessa fase, "desempenhará funções, em regime de destacamento, num projeto externo de solidariedade social ligado ao tema do sobre-endividamento.

"Em aplicação das normas de conduta e das correspondentes normas europeias, o Banco de Portugal impôs ao Dr. Carlos Albuquerque um período de transição (cooling-off) durante o qual não poderá assumir funções em instituições financeiras sob a supervisão do Banco de Portugal e do Mecanismo Único de Supervisão", refere o comunicado do BdP, indicando que o pedido de cessação de funções já foi aceite, com efeitos desde 31 de janeiro.

Luís Costa Ferreira, que ocupará o lugar a partir de 15 de fevereiro, deixou a direção do departamento de supervisão do BdP em 2014, com o seu adjunto, Pedro Machado, para "desenvolverem novos projetos pessoais", como foi, então anunciado. Em causa, esteve a sua entrada na consultora PwC, que conduziu a auditoria ao Novo Banco.