Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bolsas sobem com resultados mas Lisboa fecha em queda

As bolsas europeias fecharam em alta, num dia animado por resultados positivos de empresas. Lisboa fechou em queda com os CTT a registar novo mínimo histórico. Os juros da dívida soberana subiram.

As bolsas europeias subiram esta quarta-feira animadas com resultados de empresas acima do previsto, mas a praça portuguesa fechou em queda num dia de subida dos juros da dívida soberana.

O PSI-20 caiu 0,16% enquanto o índice Stoxx Europe 600 ganhou 0,8%.

Os CTT desvalorizaram 3% fechando nos 5,0 euros certos, depois de, durante a sessão, terem descido ao novo mínimo de sempre de 4,936 euros.

Os Correios surpreenderam o mercado com um segundo alerta sobre os resultados de 2016 e foram castigados em Bolsa, com perdas de 14% na segunda-feira. Ontem, as ações desceram menos, já que estavam protegidas pela proibição de aposta na sua queda por parte do regulador.

Ainda a pressionar o índice acionista português, esteve a queda dos títulos do setor da energia. A Galp Energia recuou 0,88% para 13,5 euros e a EDP perdeu 0,67% para 2,67 euros.

A minimizar as perdas em Lisboa, estiveram as subidas do BCP, que avançou 4,54% para 0,1635 euros, no primeiro dia em que já não negociaram os direitos de subsrição do aumento de capital. Também a Jerónimo Martins subiu (0,22%) e a maior subida percentual foi a da Pharol, que ganhou 9% para 0,279 euros.

Europa a subir

Nas restantes praças europeias, viveu-se um dia solarengo animado com resultados de empresas acima do previsto e perspetivas optimistas, incluindo da Volvo e da Siemens.

A contribuir para o sentimento positivo na Europa, que recupera de três dias de quedas consecutivas nas ações, estão também indicadores positivos sobre a indústria transformadora em janeiro.

Nos Estados Unidos, O dia está a ser de sol com nuvens em Wall Street, já que o Dow Jones segue estável, o S&P 500 cai 0,15% e o Nasdaq ganha 0,3% (17H30).

Na frente de resultados, a gigante Apple superou as estimativas dos analistas ao apresentar vendas maior que o esperado de 78,3 milhões de iPhones no trimestre findo em Dezembro.

Esta quarta-feira, termina a reunião de dois dias da Reserva Federal. No mercado, espera-se que mantenha as taxas nos actuais 0,5%-0,75%.

Juros sobem

Os juros da dívida soberana subiram esta quarta-feira na zona euro. No caso da dívida portuguesa a 10 anos, os juros voltaram a ultrapassar a barreira dos 4,2%.

Mas os custos de financiamento da França estão em destaque, a sofrer um agravamento no mercado de de obrigações, devido a incerteza política no país.

Os investidores temem que a Frente Nacional possa subir ao poder, no pior dos cenários, com o 'Frexit' a surgir como hipótese, nessa situação.

Os juros da dívida soberana francesa subiram esta quarta-feira para o máximo dos últimos 17 meses, atingindo os 1,13%, segundo dados da Reuters.

O diferencial face aos juros da dívida alemã disparam para 64 pontos base, um máximo de quase três anos.

Em geral, os juros da dívida da zona euro seguem pressionados e os últimos dados apontam para um maior crescimento económico e inflação mais alta. O que é lido como um sinal de que o Banco Central Europeu poderá ter de reduzir a política de estímulos, que tem mantido baixos os juros da dívida dos países da região.

O dólar recuperou depois de em janeiro ter registado o pior desempenho das últimas três décadas, com uma desvalorização do índice do dólar de 2,6%.