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Situação de Tiago Marques e Pedro Leitão na Caixa nas mãos da Comissão de Remunerações

Administradores podem ter que ser indemnizados, num total a rondar dois milhões entre ambos, se não continuarem no banco público.

O mandato de Tiago Ravara Marques e Pedro Leitão, membros da administração de António Domingues, só termina em 2019 e, como ao contrário de os restantes administradores executivos da Caixa estes não apresentaram a demissão, Paulo Macedo, quando tomar posse, a 1 de fevereiro, tem este problema para resolver. Os dois administradores bateram pé até ao fim e, se não se mantiveram no banco público, poderão ter direito a receber uma indemnização em torno de dois milhões de euros. Uma fatura pesada para a Caixa que, no âmbito do processo de reestruturação em curso, tem de cortar custos e reduzir o número de trabalhadores.

O Governo, tal como avançou o Jornal Económico, já solicitou à administração que avalie a possibilidade destes dois administradores virem a ocupar posições adequadas no grupo CGD, caso seja do interesse de ambas as partes. Ou seja, teriam de ser integrados em funções que lhe permitam manter o salários que recebiam enquanto administradores.

O Expresso sabe, porém, que as condições da cessação de contrato serão definidas pela Comissão de Nomeação, Avaliação e de Remuneração da Caixa. É este o órgão responsável pela fixação da retribuição dos membros dos corpos sociais e é também ele que quem fixa as indemnizações a que estes possam ter direito por cessação antecipada de funções. Na equipa de António Domingues, os membros desta comissão eram Pedro Norton de Matos, Emílio Rui Vilar e Luís Baptista Branco. Pedro Norton saiu com António Domingues. Ou seja, este órgão está atualmente incompleto.

O tema é sensível, já que como o salário anual bruto destes dois administradores ascende a 337 mil euros, o custo seria de cerca de um milhão de euros. cada um. Juntos custariam à Caixa cerca de dois milhões de euros.

Tiago Ravara Marques era quadro do BPI, trabalhava no banco quando foi convidado por António Domingues para se juntar à sua equipa. Pedro Leitão tinha sido administrador da PT, e estavam a trabalhar para a Angola Telecom quando aceitou o convite do anterior presidente da Caixa.