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Há quase 17 anos que os consumidores não estavam tão confiantes

Mário João

O aumento do indicador de confiança dos consumidores em janeiro deveu-se, sobretudo, ao contributo positivo das perspetivas relativas à evolução do desemprego e das expectativas relativas à situação económica do país, informa o INE

O indicador de confiança dos consumidores aumentou nos últimos cinco meses e atingiu em janeiro máximos desde abril de 2000, assim como o clima económico também subiu, depois de ter caído nos últimos dois meses, segundo o INE.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o aumento do indicador de confiança dos consumidores em janeiro deveu-se, sobretudo, ao contributo positivo das perspetivas relativas à evolução do desemprego e das expectativas relativas à situação económica do país.

"Em menor grau", destaca, deveu-se às apreciações da evolução da poupança e da situação financeira do agregado familiar.

O indicador de clima económico também aumentou em janeiro, depois de ter caído nos dois meses anteriores.

Em janeiro, os indicadores de confiança aumentaram na indústria transformadora, na construção e obras públicas, no comércio e nos serviços.

O indicador de confiança da indústria transformadora subiu entre outubro e janeiro, tendo neste último mês contado com o contributo positivo de todas as componentes, opiniões sobre a procura global, perspetivas de produção e apreciações sobre a evolução dos 'stocks' de produtos acabados.

O indicador de confiança da construção e obras públicas também aumentou em janeiro, devido à evolução positiva de ambas as componentes, perspetivas de emprego e opiniões sobre a carteira de encomendas.

Já o indicador de confiança do comércio recuperou ligeiramente em janeiro, refletindo o contributo positivo das opiniões sobre o volume de vendas, uma vez que o saldo das perspetivas de atividade e das apreciações sobre o volume de 'stocks' contribuíram negativamente.

A subida do indicador de confiança dos serviços deveu-se ao contributo positivo das expectativas sobre a evolução da procura e das opiniões sobre a atividade da empresa, uma vez que as apreciações sobre a carteira de encomendas contribuíram negativamente.