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Direitos do BCP disparam no último dia de negociação

Nuno Fox

Esta segunda-feira é o último dia para negociar os direitos do BCP que permitem aos acionistas ir ao aumento de capital do banco. Direitos e ações do banco arrancam semana em alta

Os acionistas do BCP que não quiserem participar no aumento de capital do banco têm até ao fim do dia desta segunda-feira para negociar os direitos de subscrição. A partir de terça, os direitos deixam de poder ser transacionados e perdem todo o valor.

Os direitos já chegaram a valer cerca de um euro. Esta segunda-feira, no arranque da sessão da Bolsa de Lisboa, estavam a transacionar a 80 cêntimos, um ganho de quase 9% face a sexta-feira. Na mesma altura, as ações subiam 1,1% para 15,5 cêntimos.

Surpreendentemente, segundo os analistas, os investidores estão ativos na compra de direitos de subscrição, o que quer dizer que estão interessados em participar no aumento de capital do BCP, apesar do desempenho do banco em bolsa ter-se revelado muito dececionante nos últimos anos. Em 2014 as ações do BCP perderam 32%, em 2015 acumularam uma desvalorização de 25% e no ano passado perderam 71%. Refira-se que um acionista que detém 10 mil ações, terá de investir cerca de 14.100 euros para manter a posição.

Tendo em conta a adesão dos pequenos acionistas à compra de direitos, admite-se que a chinesa Fosun não consiga aumentar a sua posição até aos 30%, conforme pretende. Se não conseguir na operação de aumento de capital poderá depois comprar ações no mercado.

O aumento de capital do BCP, no montante de 1,33 mil milhões de euros, servirá para reforçar os rácios do banco, mas também para reembolsar os 700 milhões de euros que restam da ajuda estatal.