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BCP: direitos caem 21% no último dia em Bolsa

Os investidores que não querem acompanhar o aumento de capital do BCP tinham hoje a última oportunidade para vender os seus direitos, que acabaram por cair 20,98% em Bolsa. As ações do BCP recuaram 4,6%.

Os direitos ao aumento de capital do BCP caíram 20,98% no seu último dia de negociação em Bolsa e as ações do banco fecharam também em queda, a perder 4,63%.

Os investidores que não querem acompanhar o aumento de capital do banco tinham esta segunda-feira a última oportunidade para se desfazer dos seus direitos.

Os direitos de subscrição ao aumento de capital desceram 20,98% para 0,58 euros, no dia com maior volume de negociação (60,9 milhões de direitos) e as ações do banco caíram 4,63% para 0,1462 euros.

“Hoje era o último dia de negociação dos direitos e a última hipótese para os investidores que não querem acompanhar este aumento de capital de venderem os seus direitos e poderia haver maior pressão”, afirma Albino Oliveira, gestor da Patris.

A negociação dos direitos do BCP arrefeceu a meio do seu período de transação em Bolsa e depois da procura registada inicialmente, o volume caiu, tal como o preço. No balanço, os direitos desceram 9,4% desde a sua estreia em Bolsa e as ações recuaram 9,19%, segundo dados da Thomson Reuters. Foram negociados 296,9 milhões de direitos do BCP no total das sessões.

O período de subscrição dos direitos decorre entre 19 de janeiro e 2 de fevereiro e a negociação dos direitos decorria até 30 de janeiro.

No dia 17, as ações do BCP ajustaram ao facto de estarem a negociar sem o direito ao aumento de capital. As novas ações deverão ser admitidas à negociação em bolsa no dia 9 de fevereiro.

Os direitos arrancaram com um preço teórico de 1,005 euros. Cada direito equivale a 15 novas ações do BCP, ao preço de 9,4 cêntimos.

Os acionistas do banco que não queriam ver diluída a sua posição tinham de investir e acompanhar este aumento de capital. Mas alguns analistas recomendaram a venda dos direitos por considerarem que existem muitos riscos em torno do banco.

Fosun líder de um BCP mais sólido

A operação em curso consiste num aumento de capital de 1.332 milhões de euros através da emissão de 14.169 milhões de novas ações.

O objetivo é reembolsar integralmente os instrumentos híbridos detidos pelo Estado Português (CoCos) e para reforçar a base de capital, o que tem nota positiva por parte de analistas.

O encaixe de 1.332 milhões de euros está garantido até porque a operação foi alvo de tomada firme pelo consórcio de bancos internacionais, onde se inclui o Goldman Sachs e o JP Morgan.

Em termos acionistas, a Fosun, que detém 16,7% do BCP, deverá investir mais de 500 milhões de euros para reforçar a sua posição no banco para cerca de 30%, depois de já ter investido 165 milhões de euros no banco.

Os analistas aguardam para saber qual a decisão da Sonangol, que detém cerca de 18% do BCP e que terá pedido autorização ao Banco Central Europeu para aumentar a sua posição até 30%.