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Secretário de Estado da Energia vai a França promover interligações e energia solar

Jorge Seguro Sanches, Secretário de Estado da Energia

Luis Barra

França tem sido o principal bloqueador destas redes elétricas que permitirão ligar a Península Ibérica a França e daí ao resto da Europa

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, participa esta terça-feira, em Paris, na sessão de abertura da Conferência Anual da Associação Francesa de Energia Renovável, onde irá reforçar a importância das interligações elétricas para o mercado europeu de energia.

“Quero passar a mensagem de que as interligações elétricas são importantes para a criação de um verdadeiro mercado europeu de energia e também que é essencial que sejam incluídas no novo pacote energético que vai ser discutido ao longo de 2017”, disse ao Expresso.

O local escolhido não podia ser mais relevante. França tem sido o principal bloqueador das interligações, ou seja, redes elétricas que liguem Portugal e Espanha a França e daí ao resto da Europa, permitindo desta forma escoar a energia renovável que esteja a ser produzia em excesso no país. É que, apesar de, em 2014, ter sido assinada uma declaração política em que os três países se comprometiam a avançar com este projeto, a verdade é que esse processo não tem força de lei nem um calendário e, portanto, tem-se arrastado no tempo.

“É por isso que queremos que as interligações sejam incluídas no novo pacote energético. A declaração política que foi assinada não é vinculativa, mas qualquer medida que esteja nesse novo pacote já terá força de lei e, por isso, terá de ser cumprida”, explicou ainda Jorge Seguro Sanches.

“Temos de mostrar quais são as vantagens do mercado único de energia e das interligações, porque ele permite colocar o nosso excesso na Europa, mas também permite comprar energia na Europa quando é necessário”, acrescentou.

Seguro Sanches irá ainda aproveitar o encontro para promover e angariar investidores para participarem em projetos de energias renováveis em Portugal, nomeadamente de energia solar ou biomassa. Mas o foco é mesmo o solar, não só por causa do potencial que o país tem, mas também por causa do novo modelo de desenvolvimento de projetos solares sem tarifas subsidiadas, que tem vindo a ganhar adeptos em toda a Europa.

O Expresso apurou ainda que, estará ainda em discussão na terça-feira, uma proposta de Espanha de haver penalizações para quem não cumprir as metas europeias de renováveis, uma medida que deverá ser apoiada por Portugal. Questionado sobre esta questão, Seguro Sanches disse ainda ser prematuro falar sobre este tema.