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Banca compra valor recorde de dívida pública nacional em 2016

Bancos nacionais investiram €14,2 mil milhões em títulos emitidos pelo Estado até novembro. É o valor mais alto desde 2000, quando se inicia a série do Banco de Portugal

Ficou célebre a visita dos principais banqueiros portugueses ao Banco de Portugal, em abril de 2011, a poucos dias do pedido de resgate, a dar conta ao governador de que iriam fechar a torneira ao Estado. Naquela altura, quando as taxas de juro (yields) da dívida no mercado secundário estavam já em valores proibitivos, eram os bancos portugueses que estavam a assegurar uma parte significativa do financiamento público. Depois veio a troika, os bancos ‘livraram-se’ de muitos destes títulos e durante três anos (2012-2014) reduziram significativamente a sua posição. Isso alterou-se a partir de 2015. Os bancos voltaram a emprestar em força ao Estado, principalmente comprando títulos nas emissões de Bilhetes e Obrigações do Tesouro, a níveis que não se viam há vários anos. Em 2016, mesmo sem ter ainda os dados de dezembro, já que o Banco de Portugal apenas divulgou estatísticas até novembro, a banca nacional já comprou dívida pública no valor de €14,2 mil milhões.

É o valor mais alto desde, pelo menos, o ano 2000, quando se iniciam as estatísticas do banco central português. Trata-se de um montante que bate o já elevado montante de 2015 — de €11,2 mil milhões — e até o anterior recorde atingido em 2010 nos €13,6 mil milhões. No total das várias formas de financiamento, onde entram outras operações como empréstimos e que caíram, o contributo dos bancos nacionais foi de €8,7 mil milhões, o que fica atrás dos dois anos de maiores montantes: 2010 (€14,8 mil milhões) e 2015 (€12,8 mil milhões).

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