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Negócio fechado. Mota-Engil e Novo Banco repartem 384 milhões pela Ascendi

Com a venda de três concessões por concretizar, o negócio vai superar os 600 milhões

Boas notícias para a Mota-Engil e Novo Banco, com a liquidação da venda parcial da Ascendi à Ardian Infrastructure. Os dois acionistas (a Mota -Engil detém 60%) encaixam 384 milhões nesta 1ª fase da operação.

A transação envolve mais três concessões que farão o encaixe da Ascendi superar os 600 milhões de euros.

Esta quarta-feira, a Mota-Engil comunicou ao mercado que após as operações de reorganização societária e as devidas autorizações, "procedeu à liquidação financeira da primeira fase da transação" do negócio anunciado a 3 de agosto de 2016.

Esta operação com a Ardian incorpora cinco concessionárias rodoviárias. mas deixa de fora as participações da Ascendi na concessão Pinhal Interior, Douro Interior e de uma concessão na Comunidade de Castilla - La Mancha.

A Ardian lá investira 300 milhões de euros para adquirir metade do capital das cinco concessionárias que passa agora a deter na totalidade.

Quando a operação foi anunciada, em agosto, os intervenientes apontaram como valor de referência 600 milhões de euros, admitindo uma melhoria até 53 milhões, por via de um mecanismo variável do preço.

A rede Ascendi é a segunda maior rede de auto-estradas em Portugal (a seguir à Brisa), com mais de 850 quilómetros ao longo de sete estradas portajadas.

Além da Lusoponte, o grupo Ascendi detém 50% da Rodovias do Tietê, no Brasil, 50% da Copexa, no México, e 40% da Estradas do Zambeze, em Moçambique.