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Wall Street fecha em baixa com investidores a questionarem prioridades de Trump

“De momento, há muita incerteza sobre as suas promessas de campanha e sobre a sua capacidade de cumprir as suas promessas”, afirmou Bill Lynch, da Hinsdale Associates, referindo-se a Trump

A bolsa de Nova Iorque encerrou hoje em baixa, com os investidores a interrogaram-se sobre as prioridades do novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em matéria económica, mas receando o protecionismo.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average perdeu 0,14% (27,40 pontos), para as 19.799,85 unidades, e o Nasdaq 0,04% (2,39), para as 5.552,94 unidades.

O índice alargado S&P 500 cedeu 0,27% (6,11), para os 2.265,20 pontos.

“De momento, há muita incerteza sobre as suas promessas de campanha e sobre a sua capacidade de cumprir as suas promessas”, afirmou Bill Lynch, da Hinsdale Associates, referindo-se a Trump.

Depois da eleição de Donald Trump, a bolsa nova-iorquina subiu de forma importante, sustentada no programa económico do agora Presidente, que previa descidas de impostos, designadamente para as empresas, um aumento do investimento em infraestruturas e uma redução das regulamentações incidentes sobre a atividade empresarial, como a energia.

Hoje, ao receber 12 dirigentes de empresas na Casa Branca, Trump prometeu-lhes baixas “massivas” de impostos e manifestou-se pronto a reduzir a regulamentação sobre as empresas “em 75%, talvez mais”, mas sem dar a menor pista sobre a natureza das reformas pretendidas.

As suas afirmações e “os comentários positivos dos empresários que se reuniram com ele não tiveram a mínima influência” sobre os investidores bolsistas, julgou Karl Haeling, do Landesbank Baden-Württemberg.

Ao contrário, os investidores retiveram a tonalidade protecionista utilizada por aquele que é o 45.º Presidente norte-americano desde o seu discurso de posse, na sexta-feira, centrado no tema ‘a América primeiro’.

“A combinação da sua retórica muito conflituosa, durante o fim de semana, com a sua prioridade aparente, em termos de calendário, com as questões comerciais, faz subir os temores com o protecionismo e cria um ambiente de aversão aos riscos”, especificou Karl Haeling.

Trump assinou hoje a lei que retira os EUA do tratado de comércio livre entre os Estados ribeirinhos do Oceano Pacífico, acrescentando que ia começar a renegociar rapidamente o acordo de comércio livre estabelecido com o Canadá e o México.

Estas decisões, conforme às suas promessas eleitorais, são consideradas pouco entusiasmantes pelos investidores, tradicionalmente favoráveis ao comércio livre e que esperavam que ficassem para segundo plano.