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Exportações para Angola no mínimo desta década

A balança comercial portuguesa com Angola regista um mínimo desde 2010. As exportações de bens terão ficado, em 2016, abaixo dos 1,5 mil milhões de euros

A exportação de bens portugueses para Angola registou em 2016 o valor mais baixo desde 2010. O saldo da balança comercial permanece favorável e terá ficado na casa dos 600 milhões de euros (-40% face 2015). O saldo mínimo desta década registou-se em 2013, com 481 milhões.

As trocas comerciais entre os dois países estão em queda livre há dois anos, depois de máximos registados em 2014 nas exportações de bens (3,2 mil milhões) e importações (1,6 mil milhões). Em 2010, os dois valores foram, respetivamente. de 1,9 mil milhões e 563 milhões.

Segundo os dados do AICEP, as exportações de bens até ao fim de novembro foram de 1,33 mil milhões (-32%) e as importações de 805 milhões (-22%), centradas na compra de petróleo. Extrapolando para todo o ano, as exportações de bens terão ficado abaixo dos 1,5 mil milhões.

No caso da balança de bens e serviços, a situação é idêntica. Em 2016, a receita de Portugal terá sido a mais baixa desde 2010, com um valor de 2,6 mil milhões de euros (-30%). O saldo até ao fim de novembro foi de 1,3 mil milhões.

Em 2014, o prato exportador da balança de bens e serviços valeu 4,74 mil milhões, registando um saldo recorde de 2,95 mil milhões.

Contrariar o clima de pessimismo

Se o ambiente comercial se deteriorou e ficou adverso, no futuro só pode melhorar. É com esta convicção que 17 empresas portuguesas participam esta terça e quarta-feira, em Luanda, no II Fórum Empresarial Angola-Portugal, organizado pela Associação Empresarial de Portugal. (AEP).

A maioria das 17 empresas já operam no mercado angolano. O fórum irá ter como foco principal a promoção de parcerias entre as empresas dos dois países para a diversificação da economia angolana.

O fórum serve também para "contrariar o clima de pessimismo que tem existido sobre o mercado angolano", como realça o presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida. O empresário tem fé que "2017 seja o ano de relançamento da economia angolana", beneficiando da subida do preço do petróelo e abrindo um novo ciclo de oportunidades às empresas portuguesas.