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Obrigacionistas podem ser chamados à solução

Continuam a ser estudadas soluções criativas para avançar com a venda do Novo Banco

José Carlos Carvalho

Interessados no Novo Banco ainda não desistiram das garantias

O dossiê de venda do Novo Banco continua a marcar passo. O Banco de Portugal (BdP) continua à procura de uma solução criativa que não envolva garantias de Estado, uma exigência da única proposta de compra vinculativa que existe, a da Lone Star. O tempo urge e o Governo pode mesmo ser obrigado a reabrir as negociações com Bruxelas para encontrar uma alternativa à liquidação, algo que o primeiro-ministro, António Costa, não quer, mas que acontecerá se o banco não for vendido até agosto.

Tudo indica que as autoridades portuguesas já estão a estudar uma solução que passa pela venda parcial do Novo Banco. E, sabe o Expresso, está a ser equacionada a possibilidade de serem chamados para esta solução os obrigacionistas institucionais que ainda estão no Novo Banco. Resta saber qual seria a moeda de troca. E se os atuais candidatos à corrida, especialmente a Lone Star, aceitariam. Poderia o Novo Banco usar neste caso uma ferramenta, conhecida como Liability Management Exercise, que permite antecipar o pagamento de obrigações com desconto, abatendo o valor à dívida e tornando assim menor a necessidade de garantias e de capital? A probabilidade de sucesso é baixa. Outra hipótese seria tentar convencer os obrigacionistas do Novo Banco a transformarem a dívida em capital, tornando-se acionistas.

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