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Mercados arrefecem em dia Trump

As ações na Europa fecharam praticamente estáveis e em Wall Street as subidas são ligeiras. Jogando pelo seguro, o ouro avança. É dia de Trump. Agora é esperar para ver.

As ações europeias fecharam praticamente inalteradas e em Wall Street os ganhos são ligeiros, num dia em que os investidores fazem contas à nova administração de Donald Trump, que toma posse como presidente dos Estados Unidos esta sexta-feira.

Os juros da dívida soberana europeia subiram, em geral, a antecipar que no seu discurso Trump sinalize um maior crescimento económico e aumento da inflação nos EUA.

Os juros da dívida soberana portuguesa a 10 anos ficaram estáveis em 3,89%, segundo dados da Thomson Reuters.

O índice Eurostoxx 50 desceu 0,04%. Nos EUA, o Dow Jones soma 0,35% (18H15) e o Nasdaq ganha 0,12%.

O barril de brent avança 2,1% para 55,30 dólares. O ouro também sobe esta sexta-feira.

Na era de Trump, os mercados antecipam um reforço do crescimento económico nos EUA, subida da inflação, e consequente aumento nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (três estão sinalizadas para 2017).

"Em resumo, prevemos que o dólar vai retomar a sua valorização face a outras principais moedas e que os juros da dívida subam fortemente nos EUA, mas não na Europa nem no Japão, onde pensamos que as ações vão valorizar mais", estima a Capital Economics numa análise divulgada hoje, a propósito da tomada de posse de Trump.

Sobretudo, os investidores esperam para ver se Trump vai mesmo implementar o que promete na sua agenda, que inclui um pacote de investimentos em infraestruturas, e também medidas favoráveis ao setor financeiro (menor regulação) e medidas protecionistas.

BCP dispara

Em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,46% numa sessão marcada pelo disparo das ações do Millennium bcp, que subiram mais de 10%.

As ações do banco fecharam nos 0,1535 euros. Os direitos de subscrição do aumento de capital do BCP subiram mais de 28%. O movimento de hoje surge depois do regulador, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, ter proibido operações de vendas curtas (short selling) nos títulos do banco, que ontem sofreram uma queda superior a 11%.

Em dia não, estiveram as energéticas EDP, que recuou 0,71%, e Galp Energia, que perdeu 0,32%, bem como a NOS, que recuou 0,87%.