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Depois de queda de 11%, ações do BCP recuperam

Bolsa nacional negoceia em alta contrariando tendência negativa na Europa. Sessão está a ser marcada pela recuperação das ações do BCP, depois da proibição das vendas de ações a descoberto

Às 9h15 desta sexta-feira, eram as ações da Altri que mais subiam (1,62%, para 4.08 euros), mas eram os títulos do BCP os mais badalados. Estavam a subir 1,47%, para os 14,48 cêntimos, no caminho da recuperação, depois de terem desvalorizado mais de 11% na sessão de quinta-feira. Esta performance está a ser beneficiada pela decisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que proibiu vendas a descoberto ("short selling") das ações do BCP esta sexta-feira.

Na sessão anterior, o desempenho do banco liderado por Nuno Amado no mercado acionista tinha sido marcado pelo início da negociação dos direitos de subscrição do aumento de capital, que ficaram abaixo do preço teórico. Esta operação decorre no âmbito do reforço de capital de 1,33 mil milhões de euros que o BCP vai realizar. Estes diretiros vão estar a ser negociados em bolsa até 30 de janeiro. Cada direto permite a compra de 15 ações, custando cada uma 9,4 cêntimos.

Europa no negativo, digere desconfiança de Draghi quanto à subida de inflação

As bolsas europeias seguem esta sexta-feira negativas, depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, não se mostrar muito convencido quanto à recente subida da inflação na zona euro.

Cerca das 08:30 em Lisboa, o Eurostoxx 50, o índice que representa as principais empresas da zona euro, seguia a recuar 0,22%, negociando nos 3.283,12 pontos.

As principais bolsas europeias seguiam a negociar entre as perdas de 0,01% de Madrid e as de 0,32% de Frankfurt.

Às 9h20, Lisboa seguia em contraciclo a ganhar 0,19% para 4.585,71 pontos. Na quinta-feira, a bolsa de Lisboa encerrou em queda, após duas sessões em alta, com o índice PSI20 a cair 0,55% para 4.580,68 pontos, pressionado pela queda superior a 11% das ações do BCP.

Na reunião de quinta-feira, o BCE decidiu manter as taxas de juro, com a principal taxa de refinanciamento inalterada em 0%, um mínimo fixado em março de 2016. A instituição confirmou que vai comprar dívida pública e privada na zona euro até finais de dezembro.

Na conferência de imprensa realizada após a reunião, Mario Draghi disse que o Conselho de Governadores não discutiu uma redução dos estímulos monetários e mostrou-se satisfeito com os efeitos da política monetária adotada.

O presidente do BCE disse que a subida da inflação na zona euro tem de ser duradoura e não transitória.

Draghi recordou que a inflação ficou em 1,1% na zona euro em dezembro, cinco décimas acima do nível registado em novembro, mas que esta subida se deve aos preços da energia.

A inflação subjacente, que exclui os elementos mais voláteis, como a energia e os alimentos, foi de 0,9% em dezembro.

Esta sexta-feira, os mercados estarão atentos à conferência da presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Janet Yellen, sobre as perspetivas económicas nos EUA.

No mercado de matérias-primas, o barril de petróleo Brent, de referência na Europa, subia até aos 54,29 dólares, enquanto no mercado de divisas, o euro escalava até aos 1,0681 dólares.