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Design. Nova Iorque e Chicago premeiam portuguesa OLI

A líder ibérica na produção de autoclismos conquista o "Good Design" com uma peça inovadora e autossustentável

Chama-se Glassy, é uma peça única em vidro, com design minimalista, para comandar autoclismos de forma autosustentável made in Aveiro, na OLI, e conquistu o "Good Design", atribuído pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e pelo Atneu de Chicago.

A OLI - Oliveira & Irmão, que se tornou a partir de Aveiro o maior produtor de autoclismos da Europa do Sul e tem 45 patentes ativas, vê assim premiada a sua estratégia de investimento contínuo em inovação e desenvolvimento depois de aplicar, nos últimos cinco anos, 10 milhões de euros em I&D e garantir um lugar no topo das empresas lusas com mais patentes registadas na Europa

A exportar 80% do que produz para 70 países, o grupo OLI fatura mais de 46 milhões de euros, emprega 370 pessoas e trabalha num ciclo de produção contínuo para produzir 45 mil autoclismos e 138 mil mecanismos por semana.

Com a solução Glassy, a única empresa portuguesa a produzir autoclismos interiores incorporou tecnologia Hidroboost, que armazena a energia gerada pela entrada da água no autoclismo para a aplicar na ativação da descarga, dispensando uma fonte de energia elétrica ou pilhas.

Apresentando-se como "autossustentável em termos energéticos" e pensado para aumentar os níveis de higiene e segurança, este autoclismo é acionado sem necessitar de qualquer toque porque a aproximação à placa é suficiente para os sensores acionarem a descarga.

Em outubro, a empresa anunciou um investimento de 3 milhões de euros na ampliação da sua fábrica de moldes Moldaveiro para ganhar tecnologia inovadora que permitirá aumentar a sua capacidade de produção em 50%, ganhar qualidade no fabrico de moldes complexos para as indústrias hidro-sanitárias e automóvel, reforçar as exportações e aumentar as vendas. O objetivo nesta unidade do grupo é duplicar o volume de negócios para os cinco milhões de euros em 2018.

Também em 2016, a empresa, responsável pelo equipamento de 2/3 das sanitas escandinavas, investiu 1,5 milhões de euros para começar a fabricar e montar componentes na Rússia, tentando ultrapassar a desvalorização do rublo, os custos logísticos e os constrangimentos alfandegários para crescer no Leste.