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BCP dispara em bolsa arrastado pelo aumento de capital

Inesperadamente, as ações do BCP dispararam no dia em que começaram a negociar sem que os detentores possam ao ir ao aumento de capital. Chegaram a valorizar mais de 20%. A grande incógnita continua a ser a posição da Sonangol

As ações do BCP fecharam a cotar-se a 16 cêntimos, com uma valorização de 15,69% face à véspera, um ganho que acontece precisamente no dia em que os títulos começaram a negociar sem direito a ir ao aumento de capital, e por isso com os direitos a participar na operação já destacados das ações. Direitos estes que os acionistas podem começar a negociar na próxima quinta-feira, e os quais terão de ser descontados às ações que estão agora a ser negociadas.

Os analistas mostram alguma surpresa pelo facto de as ações terem disparado, já que não é isso que costuma acontecer nestas alturas, quando às ações se deve descontar os direitos destacados. Durante a sessão desta terça-feira na Bolsa de Lisboa, o BCP chegou mesmo a subir 22,4%.

O aumento de capital do BCP, no montante de 1,331 mil milhões de euros, far-se-á a 9,4 cêntimos por ação. Os analistas têm considerado que o aumento de capital é bom para o banco, porque fortalece os rácios de solvabilidade, mas não o é para os acionistas, já que se não o acompanharem vêm a sua posição muito diluída. Até às 16:00 tinham sido transacionadas ações do BCP no montante de 3,1 milhões.

A expectativa do mercado é que o aumento de capital seja todo subscrito, uma vez que a operação foi tomada firme por um conjunto de bancos. A grande incógnita neste momento é a de saber se a angolana Sonangol, detentora de quase 16% do capital, vai acompanhar o aumento de capital ou subir a sua participação no BCP. Para manter terá de investir cerca de 200 milhões de euros. Os analistas admitem que a empresa liderada por Isabel dos Santos e hoje segunda maior acionista do BCP, deverá investir o suficiente para ficar com os atuais 16%. Por agora, a Sonangol tem preferido manter o silêncio.