Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Automóveis: vendas na Europa em máximo de nove anos

Em 2016, sector cresceu 6,8% a nível europeu, com 14,6 milhões de veículos vendidos

Os números hoje divulgados pela ACEA - Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis são claros. As vendas de automóveis na União Europeia atingiram no ano passado um valor máximo em 9 anos, com um aumento de 6,8%, correspondente a 14,6 milhões de veículos de passageiros.

É um número que reflete a "robustez da confiança dos consumidores" apesar da instabilidade política e económica depois de eventos ocorridos ao longo do ano, como o Brexit ou o referendo italiano, refere a ACEA.

Os números mostram, também, que a francesa Renault está entre as marcas que mais cresceram no ano passado, com subidas de 15,6% em dezembro e 13,1% no conjunto do ano, e o segundo lugar no ranking das vendas.

Outro destaque da ACEA vai para o facto do sector ter vivido, em 2016, o terceiro ano de crescimento consecutivo, depois dos mínimos históricos de 2013, sob pressão do abrandamento económico e da crise da dívida soberana.

Em dezembro, o último mês do ano, o crescimento em unidades vendidas foi de 3,1%.

Por marcas, e apesar do escândalo das emissões de CO2 e de uma quebra de 0,5% no conjunto do ano, a VW volta a liderar nas vendas, com 1,6 milhões de unidades vendidas na UE. No seu conjunto, o grupo cresceu 3,5% (3,49 milhões de automóveis).

Por países, Portugal está no grupo em que as vendas de automoveis mais crescerem, com uma subida de 16,8%, a que corresponde um total de 168 mil viaturas. Em Itália, a subida foi de 15,8% e em Espanha atingiu os 11%, enquanto a Alemanha ficou nos 4,5%.

Analistas citados pela agência Bloomberg admitem que o crescimento futuro do sector venha a abrangar, refletindo a renovação recente do parque automóvel e a eventual quebra da procura no Reino Unido, o segundo maior mercado europeu, devido ao Brexit. No entanto, o analista Ian fletcher, da IHS Market, comenta que o "o envolvimento económico continua favorável, com uma recuperação da economia acompanhada de baixa inflação, criação de emprego, baixa taxa de juros e aumento de salários".