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Passos: “Vamos nacionalizar mais bancos? Não basta termos a Caixa Geral de Depósitos”

NUNO VEIGA/LUSA

O líder do PSD quer saber porque é que o Governo considera insuficientes as ofertas que os investidores internacionais fizeram pelo Novo Banco

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, voltou a afirmar este sábado que não concorda com a nacionalização do Novo Banco e alertou para os prejuízos que isso poderia ter para os Estado e para os portugueses, avança a SIC Notícias.

"Se aquilo que os privados vierem a oferecer pelo Novo Banco for considerado insuficiente pelo Governo, então isso significa que o Estado está disposto a pagar mais do que eles. E eu preciso de saber com base em quê, em que avaliação e quanto é que isso vai custar ao Estado e aos portugueses", disse este sábado à tarde, em Évora.

E acrescentou? "Vamos nacionalizar mais bancos. Não chega termos a Caixa Geral de Depósitos?".

Para Passos Coelho, nem sequer faz sentido a hipótese de uma nacionalização temporária que será uma das hipóteses em estudo pleo Governo.

“Para evitar, desde já, espíritos mais ansiosos que fiquem à espera de condicionar o PSD sobre matérias desta natureza, quero esclarecer que o PSD não dá nenhuma abertura da sua parte para nacionalizar banco nenhum, nem por 15 dias, nem três meses”, afirmou, citado pela Lusa.

Passos Coelho afirmou ter presente na sua memória a decisão que o Governo de José Sócrates tomou de nacionalizar o BPN, referindo que foi o anterior Governo PSD/CDS-PP que “teve, depois, de vender aquilo”, cita a Lusa.

“Ainda hoje não se sabe bem quanto terá custado a nacionalização do BPN, no mínimo sabe-se que já custou mais de 2,5 mil milhões de euros e estima-se que possa ir quase aos seis mil milhões”, observou, considerando que “o BPN era uma casquinha de noz ao lado do Novo Banco”.

A nacionalização do Novo Banco foi uma hipótese considerada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, já que as ofertas feitas pelos grupos internacionais não foram suficientemente satisfatórias.

Por exemplo, o investidor que vai à frente na corrida oferece um total de 1,5 mil milhões de euros, mas a capitalização do Novo Banco - que nasceu da falência do BES - ascendeu a 4,9 mil milhões de euros. Além disso, desde que foi criado, em agosto de 2014, e até setembro do ano passado já somava uma dívida de 1,8 mil milhões de euros.

Mas nada está ainda decidido.

Segundo escreve o Expresso na sua edição deste fim de semana, todos os cenários estão em aberto, seja a venda directa, a nacionalização defintiva, a nacionalização temporária e, agora, a venda de apenas parte do que sobrou do antigo BES.

Para já, estão a tentar que a norte-americana Lone Star, que está à frente na corrida ao Novo Banco, melhore a sua propostae ainda que um dos outros candidatos - o consórcio Apollo/Centerbridge - apresente uma proposta vinculativa.

Seja qual for a solução, o objetivo é que a solução escolhida seja a que pese menos no bolso dos portugueses.