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Lisboa, Faro e Braga são os distritos mais caros

Braga surge em terceiro lugar na lista dos distritos que mais se valorizaram no imobiliário

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Os três distritos lideram a subida nos preços das casas, mas a tendência é transversal a todo o país

Em 15 anos, nunca o preço médio das casas em Portugal subiu tanto como agora. Dados divulgados esta semana pela Confidencial Imobiliário (Ci), empresa de gestão de informação para o sector, dão conta de que desde 2001 não ocorria um aumento homólogo tão acentuado como o que foi registado em setembro. De acordo com esta empresa, o preço das casas em Portugal continental cresceu 7,5% nesse mês face a período homólogo de 2015. Uma análise mais fina mostra que os distritos de Lisboa, Faro e Braga são aqueles onde os preços mais valorizaram com acréscimos de 14%, 11,1% e 6,9%, respetivamente, para o período em análise.

Porto, apesar da valorização dos imóveis nas zonas mais centrais, tem os preços mais controlados graças aos valores praticados a nível distrital. Assim, no distrito do Porto a valorização não foi além dos 2,9%.

Certo é que a tendência é de subida um pouco por todo o país. “Além de ser necessário recuar cerca de 15 anos para encontrar uma valorização com semelhante magnitude, o crescimento homólogo de 7,5% observado em setembro também mais do que triplica a variação homóloga de 2,1% registada um ano antes, em 
setembro de 2015”, refere Ricardo Guimarães, diretor da Ci. “Tal aceleração resulta de uma sequência de cinco 
trimestres consecutivos de valorizações, algo que não se verificava desde o começo da crise, em finais de 2008”, conclui-se no estudo agora divulgado.

A análise feita pela Confidencial Imobiliário mostra ainda que o atual comportamento dos preços é o culminar de uma rota ascendente nos últimos três anos: o percurso de recuperação começou em meados de 2013, quando os preços atingiram o ponto mais baixo do mercado, aumentando, desde aí, em termos acumulados, 11,1%.

Este estudo vem reforçar o alerta lançado no mês passado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a necessidade de vigilância sobre os preços dos imóveis cujos valores médios estavam a subir para os níveis praticados nos anos pré-crise.

O estudo do FMI, recorde-se, analisou 57 países e classificou-os quanto à evolução de preços. Em 18 países, os preços caíram com a crise e mantêm-se baixos, em outros 18 os valores baixaram e estão agora em franca subida e nos restantes 21 os preços caíram um pouco e revalorizaram logo.

Portugal encontra-se na segunda categoria. Segundo o FMI, Portugal era o 15º país onde os preços mais subiram.