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Famílias ‘poupam’ €4,9 mil milhões

António Bernardo

Fatura com juros do crédito à habitação teve queda de 82% entre 2008 e 2016

Estes anos pós-crise financeira vão ficar conhecidos como um período de taxas de juro zero. Na verdade não são zero. É uma simplificação de linguagem. Em muitos casos são mesmo valores negativos. Sejam taxas diretoras de bancos centrais, yields (taxas de rentabilidade) da dívida pública e até indexantes de mercado como a Euribor que, em Portugal, serve de referência para os créditos bancários. Quem tem aplicações pode ter algumas razões de queixa porque o retorno é menor. Mas quem tem dívidas agradece. E os portugueses, que devem muito, só podem sorrir. No espaço de oito anos, a fatura anual das famílias com juros do crédito à habitação caiu 82%. São menos €4,9 mil milhões que deixaram de ser pagos e ajudaram a complicar a rentabilidade dos bancos.

Em 2008, o ano em que o pagamento de juros teve o seu máximo, os portugueses pagaram €5936 milhões. No ano passado, pelas contas do Expresso, admitindo um mês de dezembro (com dados ainda não divulgados) idêntico ao de novembro, o valor terá sido de apenas €1054 milhões. Os cálculos foram feitos com base no stock de crédito à habitação divulgadas pelo Banco de Portugal e nas taxas de juro implícitas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística.

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