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DBRS diz que era de esperar subida dos juros da dívida

A agência de notação não se mostra surpreendida com o aumento dos juros pagos por Portugal para se financiar a 10 anos. A DBRS vai estar atenta aos custos com juros e ao crescimento

A colocação de dívida portuguesa a 10 anos com juros mais altos já era esperada, diz Adriana Alvarado, analista da DBRS para Portugal, que frisa que a emissão de 3000 milhões de euros em Obrigações do Tesouro, realizada na última quarta-feira, "está em linha com a estratégia" de financiamento do país para 2017.

"Dadas as recentes tendências no mercado europeu de obrigações, a refletir os receios dos investidores sobre um recuo mais cedo que o previsto do programa de compras por parte do Banco Central Europeu, juros mais altos eram esperados", afirma ao Expresso.

Portugal colocou, via uma emissão sindicada, 3000 milhões de euros de uma nova linha de Obrigações do Tesouro, com a taxa média a ser fixada em 4,227%. Cerca de 75% do montante foi colocado junto de fundos de investimento (50,2%) e bancos (24,6%).

"Na nossa avaliação da dinâmica da dívida pública, olhamos para o crescimento, o saldo primário e custos com juros, e olhamos para o longo prazo", aponta a mesma analista.

A DBRS é a única agência que mantém atribuído a Portugal um rating de 'grau de investimento', conferindo ao país o acesso ao programa de compras de ativos do BCE.

A próxima revisão do rating de Portugal por parte da DBRS está agendado para Abril de 2017.

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