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Costa defende que último leilão de dívida teve resultados razoáveis

TIAGO PETINGA/LUSA

Na Índia, onde cumpriu o último dia da visita oficial, o primeiro-ministro voltou a desdramatizar a evolução da dívida portuguesa nos mercados internacionais

O primeiro-ministro, António Costa, voltou esta quinta-feira a desdramatizar a evolução da dívida portuguesa nos mercados internacionais, designadamente no prazo a dez anos, e defendeu que o último leilão de quarta-feira teve condições "razoáveis".

António Costa falava aos jornalistas após visitar a Sé Catedral e a Basílica de Bom Jesus da Velha Goa, na Índia, ocasião em que, porém, se recusou a comentar as posições de políticos e economistas que têm defendido a nacionalização do Novo Banco.

Confrontado com o facto de os juros da dívida portuguesa estarem a atingir os valores mais elevados dos últimos três anos, o primeiro-ministro invocou a conclusão retirada por um conjunto de analistas, segundo a qual o leilão de quarta-feira, face à conjuntura existente, "teve condições razoáveis".

"O impacto que o leilão teve imediatamente nas taxas de juro foi o da sua redução. Penso que, conforme forem conhecidos os dados fundamentais da nossa economia e das nossas finanças, a evolução continuará positiva", sustentou.

Interrogado sobre a questão da nacionalização do Novo Banco, António Costa deu a seguinte resposta: "Esse tema não foi abordado aqui em conversa com o senhor arcebispo de Goa", Dom Filipe Neri.