Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bolsa abre no vermelho, com BCP a valer novo mínimo histórico

Nuno Fox

É a maior série de perdas, desde abril de 2016. BCP é o título que mais pressiona, caindo quase 6% e valendo 80 cêntimos

A Bolsa de Lisboa abriu esta quinta-feira em terreno negativo, com o PSI-20, o índice de referência, a cair 0,24%, para os 4.578,69 pontos. Dez minutos depois da abertura, já caía 0,57%. A confirmar-se mais uma sessão no vermelho, será o sexto dia consecutivo de perdas para o mercado bolsista nacional. Já na quarta-feira, o PSI-20 encerrou a recuar 0,61%, para 4.589,92 pontos, contrariando a tendência positiva da maioria das praças europeias.

Na sessão desta quinta-feira, apenas três cotadas estão no verde: a Pharol, que sobe 1,78% (para 22,9 cêntimos), a Mota-Engil, que valoriza 0,90% (para 1,69 euros) e a EDP, que vê as ações valerem mais 0,15% (2,57 euros).

A Galp Energia segue alterada e todas as outras cotadas estão no vermelho, com os títulos do BCP a destacaram-se, de longe, nas perdas. As suas ações começaram por recuar 2,65%, mas as perdas avolumaram-se em poucos minutos, fixando-se nos 5,96% e marcando um novo minímo histórico (valendo não mais do que 80 cêntimos cada uma). O anúncio do aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros, feito na segunda-feira, continua a pressionar os investidores e o banco liderado por Nuno Amado.

A NOS (-1,97%, para 5,212 euros), a Corticeira Amorim (-1,88%, para 8,55 euros) e a Sonae SGPS (-1,42%, para 83 cêntimos) são as cotadas que mais perdem, depois do BCP.

Esta tendência de queda da Bolsa Portuguesa não é exceção. Também entre as congéneres europeias, as perdas têm sido visíveis, numa altura em que os investidores aguardam a divulgação dos dados do produto interno bruto (PIB) alemão.