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BCP acentua perdas e cai 6,29%, para um novo mínimo de €0,865

As ações do BCP estavam a meio da manhã desta quarta-feira a acentuar as perdas, estando a cair 6,29% para o mínimo histórico de 0,865 euros desde 24 de outubro

Perto das 11:30 em Lisboa, os 'papéis' do Banco Comercial Português (BCP), que atingiram o máximo de 1,35 euros em 8 de dezembro do ano passado, estavam a cair para 0,865 euros, depois de terem fechado pela primeira vez, desde 24 de outubro, abaixo de um euro na terça-feira (0,9231 euros).

As ações do BCP começaram a cair em 2 de janeiro e o banco liderado por Nuno Amado confirmou na segunda-feira que vai aumentar o capital em 1,33 mil milhões de euros, usando parte desta receita para reembolsar integralmente os 700 milhões de euros em instrumentos híbridos detidos pelo Estado Português.

“O BCP pretende utilizar as receitas do aumento de capital para reembolsar integralmente os instrumentos híbridos detidos pelo Estado Português ('CoCos') prontamente após a conclusão da Oferta Pública de Subscrição”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em 24 de outubro último, as ações do BCP começaram a ser negociadas na bolsa de Lisboa acima de um euro, com a entrada em vigor do reagrupamento que transforma 75 títulos do banco num só.

Esta operação aconteceu numa altura em que decorriam negociações entre o BCP e a Fosun (dono da Fidelidade e Luz Saúde) para que o grupo chinês entrasse no capital do banco português, tendo sido esta matéria uma das condições impostas pela Fosun para fechar o negócio.

Entretanto, o principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20 - que hoje pouco depois da abertura estava a descer 1,06% para 4.569,13 pontos - estava a meio da manhã a recuperar, ao recuar 0,47% para 4.596,34 pontos, com 12 títulos a desvalorizarem e seis a subirem.