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Petrolíferas garantem que a sua margem comercial nos últimos anos baixou

Dan Kitwood/Getty Images

A Apetro admite como natural a subida da margem bruta relativamente ao preço de venda dos combustíveis, mas assegura que em valor a margem comercial das empresas petrolíferias entre 2012 e 2016 recuou

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Apetro - Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas admite que entre 2012 e 2016 a margem bruta na venda de combustíveis tenha subido em termos relativos, mas garante que a margem comercial das empresas do sector baixou.

O secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, solicitou à Autoridade da Concorrência (AdC) um novo estudo sobre os combustíveis, por ter verificado que nos últimos anos a margem bruta das gasolineiras, face ao preço de venda antes de impostos, tem aumentado.

A Apetro emitiu esta terça-feira um esclarecimento onde admite que “é perfeitamente natural que assim seja”, pois a parcela correspondente aos custos de armazenagem, incluindo reservas obrigatórias, distribuição e comercialização é “maioritamente fixa”. Tendo o preço médio de venda ao público baixado, o peso daquela parcela aumentou.

Mas isso não significa, alega a Apetro, que a margem comercial do sector tenha aumentado. A associação diz, aliás, que o que se verificou foi “exatamente o contrário”.

De acordo com a Apetro, o valor da parcela de armazenagem, distribuição e comercialização para a gasolina 95 desceu 2,7 cêntimos por litro entre 2012 e 2016, enquanto no gasóleo a descida foi de 2,1 cêntimos.

A associação das petrolíferas diz ainda nada ter contra a iniciativa do secretário de Estado da Energia de solicitar à AdC um novo estudo sobre “questões de falha de mercado”. “Saudamos a iniciativa, mais uma a juntar a outras já realizadas, que vão ao encontro da nossa política de transparência e rigor”, comentou a Apetro.