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Lloyds prevê que Tesouro britânico vá lucrar com intervenção no banco

ANDY RAIN / EPA

O Tesouro britânico reduziu para 5,95% a sua participação no Lloyds – já foi de 43% –obtendo cerca de 18 mil milhões de libras com a venda de ações do Lloyds. O valor inicial da intervenção pública foi de 20,5 mil milhões e o Lloyds prevê que o Tesouro venha a lucrar quando vender o capital que lhe resta no banco

O Tesouro britânico reduziu novamente, em 1%, a participação detida no banco Lloyds, ficando agora com 5,95% do seu capital, informa um comunicado do banco inglês. Desta forma, o Tesouro deixa de ser o maior acionista do banco gerido pelo português Horta Osório, onde a participação pública inicial foi de 43%.

Atualmente, o fundo de investimento internacional Blackrock é o maior acionista do Lloyds Banking Group. As maiores vendas de participações do Tesouro ocorreram em 2013 e 2014, descendo para 24,9%. Depois, em 2015, o Tesouro britânico voltou a reduzir para 9,2%. Finalmente, a partir de outubro de 2016, foram realizadas novas reduções, até chegar à participação atual do Tesouro.

Desta forma, a gestão de Horta Osório no Lloyds conseguiu devolver mais de 18 mil milhões de libras (21 mil milhões de euros) aos contribuintes britânicos, desde que o Tesouro começou a reduzir a participação, face ao investimento inicial de 20,5 mil milhões de libras (23,9 mil milhões de euros).

Neste momento, a participação que o Tesouro ainda tem no capital social do banco Lloyds vale cerca de três mil milhões de libras (3,5 mil milhões de euros) no mercado. Esta perspetiva de mercado permite prever que o Tesouro britânico venha a lucrar com a intervenção que fez no capital do Lloyds, na sequência dos problemas registados neste banco antes de Horte Osório ter sido convidado para assegurar a sua gestão.

No entanto, apesar da grande venda de ações do Lloyds que eram detidas pelo Tesouro, as ações do banco já valorizaram cerca de 5% desde o início do ano, de acordo com as cotações de mercado.

No comunicado de mercado, Horta Osório refere que "o acionista público já não é maioritário no Lloyds", que caminha agora para ser "totalmente detido por capitais privados", mas com o objetivo de "devolver aos contribuintes, com lucro, o dinheiro que aplicaram no Lloyds".

Após o trabalho de recuperação do Lloyds realizado durante os últimos cinco anos, Horta Osório considera que o Lloyds se transformou num "banco de baixo risco, focado no serviço aos clientes e comprometido com o aumento da prosperidade britânica".