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Negócios no imobiliário caíram 35% em 2016

A venda do Campus da Justiça a investidores franceses por €223 milhões foi o negócio mais volumoso do ano

José Carlos Carvalho

Em 2016 foram transacionados menos €700 milhões em negócios imobiliários que no ano anterior. Fundos americanos e franceses estão na linha da frente

Lembra-se do processo de venda dos terrenos da Feira Popular, em Lisboa? Bom, esse foi um daqueles meganegócios imobiliários cujo desfecho estava previsto para 2016 e, por falta de compradores, acabou por não se concretizar. Foi por esta e por outras situações semelhantes que se registou uma quebra da ordem dos 35% no volume de negócios do imobiliário não residencial em Portugal.

Dados revelados esta semana pela consultora internacional Cushman & Wakefield (C&W) indicam que o valor das transações imobiliárias rondou os €1300 milhões, contra €2000 milhões registados em 2015, um ano de recorde desde que há registo deste tipo de informação imobiliária.

O caso da Feira Popular é paradigmático: quem vende quer sempre mais do que quem compra está disposto a pagar. Normalmente, após negociação posterior, o negócio concretiza-se. Acontece que os €135 milhões que a Câmara Municipal de Lisboa queria encaixar ficaram muito acima das propostas apresentadas pelos potenciais compradores. A rigidez da oferta manteve-se ao longo de todo o ano e chegou-se a dezembro com o negócio por concretizar.

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