Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Novo Banco: Lone Star já tem uma história de investimento em Portugal

A primeira tentativa de venda falhou e, nesta segunda ronda, não está fácil vender o banco que nasceu do fim do BES

José Carlos Carvalho

A entidade mais bem colocada para comprar o Novo Banco já tem investimentos em golfe e na marina de Vilamoura, além de vários centros comerciais Dolce Vita

O fundo Lone Star, anunciado na quarta-feira pelo Banco de Portugal como a entidade mais bem colocada para comprar o Novo Banco, já tem uma história de investimento no país.

Aplicações em Vilamoura, para apostar no golfe e na marina, e vários centros comerciais da marca Dolce Vita, alguns dos quais alienados entretanto ao Deutsche Bank, foram as aplicações mais visíveis.

O anúncio do Banco de Portugal significou também o afastamento do fundo chinês Minsheng, que era apontado como o que tinha apresentado a melhor proposta, à frente dos norte-americanos Apollo e Lone Star.

O problema é que, segundo várias analistas desta área, os chineses da Minsheng estariam com dificuldade em dar garantias financeiras de que conseguiriam pagar o preço oferecido, caso fossem escolhidos para comprar o banco.

O Novo Banco foi criado no início de agosto de 2014 na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES).

Em 3 de agosto de 2014, o Banco de Portugal tomou o controlo do Banco Espírito Santo (BES), depois de a instituição ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas.
No chamado 'banco mau' ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas.

No 'banco bom', o banco de transição designado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.
Em dezembro de 2015 foram prolongadas as garantias estatais ao Novo Banco e a data limite para a sua venda foi estendida, por acordo com a Comissão Europeia, até agosto de 2017.