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Banco de Portugal: Lone Star é a “mais bem colocada” para ficar com Novo Banco

José Carlos Carvalho

Em comunicado, o BdP justifica que a proposta é que mais assegura “a estabilidade do sistema financeiro e o reforço da confiança no Novo Banco”, embora apresente condicionantes

A Lone Star é, neste momento, a entidade “mais bem colocada” na corrida ao Novo Banco. A informação foi divulgada esta quarta-feira à noite, em comunicado, pelo Banco de Portugal (BdP). No entanto, isto não impede que os restantes potenciais investidores melhorem as suas propostas e as voltem a apresentar.

“O Banco de Portugal, no cumprimento do seu mandato relativamente ao processo de venda do Novo Banco, concluiu com base nos elementos disponíveis nesta data que o potencial investidor Lone Star é a entidade mais bem colocada para finalizar com sucesso o processo negocial tendente à aquisição das ações do Novo Banco e decidiu convidá-lo para um aprofundamento das negociações”, lê-se no comunicado divulgado na página do BdP.

Para o BdP, os norte-americanos são os que mais asseguram a “estabilidade do sistema financeiro e o reforço da confiança no futuro do Novo Banco”. No entanto, a proposta apresentada tem condicionantes, nomeadamente “um potencial impacto nas contas públicas”. Estes serão minimizados ou reduzidos “no aprofundamento das negociações que agora se iniciam”.

No mesmo comunicado, o BdP esclarece que apesar da nova fase de negociações com a Lone Star, isso não impede que os restantes potenciais investidores entreguem “propostas no âmbito dos dois procedimentos de venda – Procedimento de Venda Estratégica e Procedimento de Venda em Mercado”.

A primeira tentativa de venda falhou e a segunda está agora em marcha. Durante os últimos meses - o Banco de Portugal e Sérgio Monteiro, contratado em novembro de 2015 para assessorar a segunda tentativa de venda - negociaram com três candidatos (o fundo chinês China Minsheng e norte-americanos Lone Star e Apollo), mas só esta quarta-feira já bem perto da meia-noite é que houve um convite para “aprofundamento das negociações ”.

Em 2015, o Banco de Portugal esteve até ao último minuto à espera de conseguir apresentar um comprador e a solução foi adiar a venda e lançar outro concurso mais flexível. Na altura, na reta final da corrida estavam os investidores chineses da Anbang e os da Fosun, dados como favoritos. A Apollo Management ficou de fora.

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