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Confiança dos consumidores atinge em dezembro valor máximo desde 2000

Tiago Miranda

Recuperação do indicador de confiança dos consumidores deveu-se ao contributo positivo das perspetivas relativas à evolução do desemprego e das expectativas relativas à situação económica do país e, menos expressivamente, das apreciações da evolução da situação financeira do agregado familiar e da poupança, explica o Instituto Nacional de Estatísticas

O indicador de confiança dos consumidores aumentou nos últimos quatro meses, de forma mais significativa em dezembro, atingindo o valor máximo desde agosto de 2000, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Esta recuperação do indicador de confiança dos consumidores em dezembro deveu-se, sobretudo, ao contributo positivo das perspetivas relativas à evolução do desemprego e das expectativas relativas à situação económica do país e, menos expressivamente, das apreciações da evolução da situação financeira do agregado familiar e da poupança, explica o gabinete de estatísticas.

Já o indicador de clima económico diminuiu em dezembro na construção e obras públicas e no comércio, tendo aumentado na indústria transformadora e nos serviços.

O indicador de confiança da indústria transformadora aumentou nos últimos três meses, verificando-se em dezembro um contributo positivo de todas as componentes, apreciações sobre a procura global e sobre a evolução dos stocks de produtos acabados e perspetivas de produção.

Na construção e obras públicas, o indicador de confiança diminuiu nos dois últimos meses, em resultado da evolução negativa de ambas as componentes, perspetivas de emprego e opiniões sobre a carteira de encomendas.

Também no comércio, o indicador de confiança diminuiu nos últimos três meses, refletindo, em dezembro, o contributo negativo dos saldos das perspetivas de atividade e das apreciações sobre o volume de 'stocks', uma vez que as opiniões sobre o volume de vendas contribuíram positivamente.

O indicador de confiança dos serviços recuperou em dezembro, devido sobretudo ao contributo positivo das apreciações sobre a evolução da procura no mês em que a confiança dos consumidores disparou para máximos de 16 anos.