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Entrega de declaração de património dita saída de Domingues da CGD

Presidente da Caixa tinha admitido manter-se interinamente na liderança do banco até à tomada de posse de Paulo Macedo, mas a obrigatoriedade de voltar a entregar a declaração de património fê-lo recuar

Foi a obrigatoriedade de entregar de novo a declaração de património no Tribunal Constitucional que levou António Domingues a recusar manter-se na liderança da Caixa Geral de Depósitos (CGD) até à entrada da nova administração, liderada por Paulo Macedo, a aguardar ainda luz verde do Banco Central Europeu (BCE), avança a SIC.

O Expresso chegou a noticiar na sexta-feira, dia 30, que António Domingues, cujas funções cessavam a 31 de dezembro, tinha aceitado ficar na administração de forma transitória. Mas ainda nesse mesmo dia chegou ao Ministério das Finanças a informação de que por questões jurídicas Domingues, afinal, iria sair no final do ano, soube o Expresso. Embora a carta não dissesse, o que o impedia de continuar era a entrega da declaração de património. Tema que esteve aliás na origem da renúncia de Domingues, a 25 de novembro. Não obstante, depois de ter apresentado a demissão, o gestor entregou no Constitucional a declaração de património.

"O período de transição será inteiramente assegurado pelos membros da atual administração que mantêm os respetivos mandatos", afirmou esta segunda-feira fonte oficial do Ministério das Finanças. "António Domingues declinou o pedido feito para se manter em funções por mais uns dias", acrescentou a mesma fonte, confirmando a informação avançada pelo Jornal de Negócios.

A gestão corrente da Caixa passará agora a ser assegurada pelos quatro administradores que permanecem no banco: Rui Vilar, João Martins, Tiago Marques e Pedro Leitão. Estes não poderão tomar decisões que exijam a aprovação do conselho de administração, o mesmo aconteceria se António Domingues se mantivesse no cargo. O gestor estará na próxima quarta-feira, no Parlamento na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito da CGD e deverá nessa altura explicar aos deputados a sua demissão.

A lista com os nomes da nova administração da Caixa aguarda a aprovação do Banco Central Europeu (BCE). Alguns dos nomes chegaram a Frankfurt há cerca de uma semana. E nos últimos dias o BCE esteve praticamente parado para as férias de Natal e de ano novo dos funcionários.

A primeira fase da recapitalização da Caixa deverá arrancar no dia 4 de janeiro, com a entrada de parte da Parcaixa (500 milhões de euros) no balanço e a conversão de 960 milhões de obrigações contingentes (os CoCos) em capital. O banco públcio será recapitalizado com 5,16 mil milhões de euros, dos quais 2,7 mil milhões de euros serão injeção de dinheiro fresco.

  • Domingues não espera por Macedo e sai já da CGD

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