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Salários: Montepio congela, BCP descongela

O Montepio vai congelar os salários no próximo ano. Objectivo: não recorrer a despedimentos. Já o BCP, que aplicou cortes salariais a partir de 2014, quer repôr as remunerações em julho de 2017

O BCP pretende colocar um ponto final, a partir de julho de 2017, aos cortes salariais que aplicou aos seus trabalhadores em 2014. Para isso o banco presidido por Nuno Amado terá de pagar o que resta dos chamados CoCos (obrigações convertíveis em capital) e que ascende a €750 milhões e regressar aos lucros. Os cortes temporários aplicados pelo BCP aos salários superiores a €1000 oscilava entre os 3% e os 11%.

Na mesma altura em que o BCP revê o seu acordo coletivo de trabalho com os sindicatos, o Montepio também reviu o acordo de empresa com as estruturas sindicais. Os sindicatos que estiveram nas negociações são sobretudo o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e o Sindicato dos Bancários do Norte e o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários.

No âmbito do acordo coletivo de trabalho o banco presidido por José Félix Morgado vai proceder ao congelamento salarial dos seus trabalhadores, não aumentando os mesmos em 2017. O congelamento salarial permite, segundo o Montepio, "manter os postos de trabalho" sem recurso a despedimentos.

O acordo firmado no Montepio prevê uma "eventual distribuição extraordinária aos trabalhadores em 2018 e 2019, até ao montante de 5% dos resultados obtidos no ano de distribuição , como forma de compensação pelo congelamento salarial", refere o Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários.

A idade da reforma dos bancários, quer no BCP quer no Montepio é 66 anos e três meses (acompanhando o factor de sustentabilidade) em 2017, igual à idade de reforma na Segurança Social. Quem quiser reformar-se mais cedo sofrerá penalizações na reforma decorrentes da lei.