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Rendas vão subir em 2017

O crescente interesse por edifícios de escritórios no centro de Lisboa sem a correspondente oferta terá impacto no preço das rendas

Ana Baião

O mercado português vai continuar a despertar interesse lá fora, mas tanta procura não tem oferta à medida

O aumento das rendas nos edifícios de escritórios bem localizados no centro de Lisboa e a expansão da reabilitação para zonas emergentes junto ao rio e desbloqueio de alguns grandes projetos — como uma nova torre gémea do edifício da NOS, no Campo Grande — são novidades que deverão surgir em 2017 no mercado imobiliário comercial.

O Expresso ouviu vários especialistas do sector e é desde logo consensual a opinião de que as rendas praticadas em zonas atualmente muito concorridas pelas empresas como o Parque das Nações ou o centro da capital terão tendência para subir.

A forte procura de escritórios nestas zonas e a inexistência de edifícios com escala, prontos a receber as empresas, vai fazer-se sentir nas rendas, como sublinha Eric van Leuven, diretor-geral da consultora Cushman&Wakefield: “Em 2017 não haverá ainda novos edifícios de escritórios a entrar no mercado, por isso as rendas irão subir. [Será] uma novidade, porque em Portugal, nos últimos anos, os valores têm-se mantido estáveis com oscilações entre os 5% e os 10%, ao contrário dos aumentos na ordem dos 30% ou 40% que estão a ser praticados em Espanha ou Inglaterra.”

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