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Lesados da Espírito Santo International beneficiados face aos da Rioforte

Buraco no fundo para a solução dos lesados pode chegar aos €120 milhões

Os lesados não eram todos iguais, mas agora já são. A solução encontrada pelo Governo trata da mesma forma quem comprou dívida do Grupo Espírito Santo, independentemente de ser da Espírito Santo International (ESI) ou da Rioforte. Neste caso os detentores do papel comercial da primeira acabam por sair beneficiados já que a ESI não tem ativos que possam fazer face às dívidas dos credores. Já a Rioforte ainda tem alguns bens para vender. Juntar todos no mesmo saco leva a que os lesados da Rioforte acabem por ajudar os da ESI.

No caso da ESI a expectativa de recuperação de créditos no processo de insolvência é praticamente nula. Isto porque a ESI era a holding financeira do grupo e por isso tinha poucos ativos e sobretudo participações em empresas do grupo que também estão falidas. Já a Rioforte, holding não financeira, detinha mais ativos o que poderá permitir uma recuperação maior da massa falida para os credores comuns. Nesse sentido, apesar de as dívidas serem avultadas, e na hierarquia de credores os comuns (papel comercial) não serem os primeiros a receber, a maior recuperação junto da Rioforte compensa a quase nula recuperação junto da ESI. Este dinheiro servirá para pagar ao fundo que será criado pela solução para os lesados encontrada pelo Executivo de António Costa.

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