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Alojamento local com história

Casa Balthazar - Um investimento de dois milhões de euros transformou a antiga fábrica 
da Confeitaria Nacional, famosa pelo bolo-rei, numa unidade de alojamento local

Há particulares a investirem milhões para transformarem casas de família em espaços de turismo

Ana Jorge

Entre as mais de 35 mil unidades de alojamento local registadas em todo o país, há exemplos de espaços com história, sejam imóveis de família relativamente bem preservados, palacetes de invisíveis cinco estrelas ou casas de charme reabilitadas. Não se resumem a uma dormida confortável com pequeno-almoço até às 10 horas, nada têm que ver com uma fração num prédio de habitação ao serviço do turismo de curta duração e, normalmente, implicam investimentos significativos.

Só em obras foram perto de €2,5 milhões, o que está longe de resumir o investimento total, mas Rui Viana, proprietário da Casa Balthazar, uma das unidades de alojamento local de Lisboa mais bem cotadas nas plataformas digitais, não está interessado em rever o excel. Este é um projeto de afetos, não um plano financeiro. Viajou muito ao serviço de companhias americanas de comércio, primeiro de metais, depois de derivados de petróleo.“Fiquei farto de aeroportos, aviões e hotéis, sobretudo de hotéis”, recorda.

Quando há 12 anos resolveu assumir a empresa de família, a Confeitaria Nacional, tinha, entre outras questões, um ativo sobre o qual era preciso decidir. O que fazer à casa onde viveu Balthazar Roiz Castanheiro, fundador da Confeitaria? O tesouro, nas mãos da família desde 1882, estava rodeado de armazéns, casas e um pátio degradados.

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