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Ren em alta na bolsa depois de anunciar compra de empresa no Chile

PSI-20 está a negociar em alta, depois de ter inaugurado no vermelho. Ren destaca-se, com investimento de 172 milhões de euros

O PSI-20, o principal índice da bolsa portuguesa, inaugurou a primeira negociação da semana a cair uns ligeiros 0,08%, mas minutos antes das 9h30 desta segunda-feira já estava em alta, a subir 0,32%. Em destaque estão as ações da REN, a subir 0,96% (para 2,62 euros), depois da companhia ter anunciado esta manhã, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que chegou a acordo para comprar 42,5% do capital social da chilena Electrogas SA à Enel Generación Chile, por 180 milhões de dólares (mais de 172 milhões de euros). A EDP Renováveis segue atrás, a valorizar 0,89% (para 5,90 euros).

Das 18 cotadas do PSI-20, 10 seguem em alta. Os títulos do BCP e da Mota-Engil protagonizam as maiores quedas (0,83% e 0,56% respetivamente).

Na sexta-feira, a Bolsa nacional encerrou a sessão a subir 0,66%, acompanhando a tendência positiva que se registou nos principais mercados europeus. Já na manhã desta segunda-feira, as bolsas congéneres estão a negociar em baixa, numa altura em que aguardam a publicação do balanço económico na Alemanha, onde também será conhecido o índice de confiança empresarial referente a dezembro.

Também esta segunda-feira, os investidores olham atentos para Itália, para o Banca Monte dei Pashi di Siena, que lança o aumento de capital de 5 mil milhões de euros.

Em Nova Iorque, a bolsa de Wall Street terminou em baixa ligeira na sexta-feira, com o Dow Jones a descer, mas apenas 0,04% para 19.843,41 pontos, depois de ter subido em 13 de dezembro até aos 19.911,41 pontos, o nível máximo desde que foi criado.

Petróleo volta a subir

O barril de petróleo Brent, para entrega em fevereiro, abriu hoje em alta, a cotar-se a 55,40 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,34% do que no encerramento da sessão anterior.

O preço do petróleo começou a subir desde 12 dezembro depois de 11 produtores - que não são membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) - terem acordado unir-se ao corte da produção, concretizado depois de intensas negociações. Em 30 de novembro último, os membros da OPEP tinham decidido reduzir a produção de ouro negro para impulsionar os preços para a alta pelo que anunciaram uma produção máxima de 32,5 milhões de barris por dia.

A Arábia Saudita, o maior produtor de petróleo do mundo, comprometeu-se a cortar a produção em quase 500.000 barris por dia a partir do próximo 1 de janeiro, enquanto os produtores não OPEP, incluindo a Rússia, indicaram que poderiam reduzir a produção em 558.000 barris por dia.

O acordo entre a OPEP e os produtores alheios ao cartel é a primeira iniciativa conjunta desde 2001 e foi tomada depois de mais de dois anos de preços muito baixos. Os países "Não-OPEP" que aderiram ao compromisso do corte são o Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Guiné Equatorial, Cazaquistão, Malásia, México, Omã, Rússia, Sudão e Sudão do Sul.