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Oi recebeu proposta de OPA e vai analisar

A OI, operadora brasileira controlada em 27% pela portuguesa Pharol, recebeu uma proposta de oferta pública aquisição (OPA) no valor de 1,250 mil milhões de dólares e vai analisar à luz do processo de recuperação judicial

A Oi anunciou esta segunda-feira que irá analisar a proposta de um grupo de credores - a Moelis & Company e FTI Consulting, e um potencial investidor, a Orascom TMT Investment - alternativa ao plano de recuperação judicial em curso. A proposta alternativa passa pelo lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre 95% do capital da Oi, operadora controlada em 27% pela portuguesa Pharol (ex-PT).

A OPA representará um investimento de 1,120 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros). A operação de entrada no capital passaria também por um aumento de capital, no âmbito do qual a Orascom, ligada ao milionário egípcio Naguib Sawiris, investiria 250 milhões de dólares. A Pharol, contatada pelo Expresso, preferiu não comentar a nova alternativa que surgiu em cima da mesa.

A Oi, empresa com quem no passado a Portugal Telecom se fundiu, adiantou em comunicado que a 16 de dezembro "recebeu um grupo formado por representantes de credores da companhia (Moelis & Copany e FTI Consulting) e um potencial investidor, Orascom TMT Investment, sociedade em Luxemburgo, os quais apresentaram um plano alternativo de recuperação judicial". Falhada a fusão, a Oi vendeu a PT Portugal à Altice e ficou com as operações no exterior, nomeadamente em África.

As empresas e subsidiárias da Oi "oportuna e cuidadosamente analisarão as sugestões de tal grupo de credores, juntamente com as demais sugestões que surgirem ao longo de encontros com outros credores da companhia", refere a operadora brasileira. Ou seja, não toma qualquer posição em relação à OPA.

A Oi tem em curso um plano de recuperação judicial, entregue no Tribunal do Rio de Janeiro, a que se viu obrigada a recorrer após uma dívida de 65 mil milhões de reais. O plano atualmente em cima da mesa propõe o pagamento da dívida aos trabalhadores e pequenos credores no próximo ano, já o pagamento aos bancos terá um período de carência de cinco anos.